Selic a 14,25% e financiamento em queda: o que muda para quem compra e investe

A Selic recuou para 14,25% ao ano e bancos como o Bradesco já cortaram o juro do financiamento. Ao mesmo tempo, o aluguel sobe acima da inflação e favorece o compacto. Veja o que muda para comprar, vender ou investir.

1 de agosto de 2026 · 4 min de leitura
Selic a 14,25% e financiamento em queda: o que muda para quem compra e investe

O noticiário econômico das últimas semanas trouxe dois movimentos que interessam diretamente a quem tem um imóvel em vista nos bairros do leste de São Paulo. De um lado, a Selic recuou e os primeiros bancos começaram a reduzir o juro do financiamento. De outro, o aluguel segue subindo acima da inflação e reforça o apelo dos imóveis compactos para quem investe. Reunimos o que saiu na imprensa e traduzimos o que isso significa na prática para a Mooca, o Tatuapé, o Anália Franco e a Vila Formosa.

A Selic caiu, e o financiamento começou a reagir

Segundo o InfoMoney, o Banco Central reduziu a taxa básica de juros para 14,25% ao ano, um corte de 0,25 ponto em relação aos 14,50% anteriores. O movimento é pequeno, mas simbólico: sinaliza o início de um ciclo de queda depois de um longo período de juro alto. Na ponta do crédito imobiliário, as taxas praticadas pelos grandes bancos ainda giram em torno de 10,3% a 11,7% ao ano mais TR, e o Bradesco já anunciou a redução da sua taxa de 13% para 12% ao ano mais TR.

Vale o alerta que a própria reportagem faz: um corte de 0,25 ponto muda pouco a prestação de quem financia hoje. O efeito mais imediato é sobre a confiança. Quando o mercado passa a enxergar os juros em trajetória de queda, compradores que estavam parados voltam a fazer contas, e a procura tende a esquentar antes mesmo de as taxas caírem de fato. Para quem já sabe que vai comprar, a recomendação dos especialistas é objetiva: negocie com mais de um banco e compare o Custo Efetivo Total (CET), não apenas a taxa de vitrine.

O aluguel corre por fora e favorece o compacto

Enquanto o preço de venda avança de forma controlada, o aluguel acelera. Dados do FipeZap divulgados pela Exame mostram que o preço de locação residencial acumulou alta de 5,24% no primeiro semestre e roda perto de 9% em doze meses, bem acima do IPCA e do IGP-M no período. Traduzindo: quem tem imóvel para alugar viu a renda crescer mais rápido que a inflação.

Esse avanço não é igual para todo tipo de imóvel. O mesmo levantamento mostra que a rentabilidade do aluguel é maior nos imóveis menores: os de um dormitório rendem cerca de 6,77% ao ano, contra 6,44% dos de dois dormitórios, 5,57% dos de três e 4,85% dos de quatro ou mais. Os apartamentos de um dormitório também lideraram a valorização, com alta de 8,20% em doze meses. Ou seja, o studio e o compacto, tão presentes em regiões como Tatuapé, Vila Formosa e Anália Franco, são hoje os campeões de retorno para o investidor que vive de locação.

O que muda para quem compra, vende ou investe

Para quem compra o imóvel próprio, o recado é de calma com estratégia. As prestações ainda não caíram de forma relevante, então não há por que atropelar a decisão. Ao mesmo tempo, esperar o juro chegar ao fundo pode significar disputar o mesmo imóvel com muito mais gente. Faz sentido escolher o imóvel com cuidado agora e manter a simulação de financiamento sempre atualizada.

Para quem vende, o cenário é favorável, mas pede preço realista. Com o comprador mais atento ao custo do crédito, o imóvel bem posicionado em valor é o que sai na frente. Um anúncio ancorado em referências reais da região vende mais rápido do que um preço otimista que só afasta propostas.

Para quem investe em renda, os números do FipeZap conversam diretamente com a nossa carteira. Entre os compactos que temos à venda, há casos em que a conta do aluguel fica atraente: um apartamento de dois dormitórios na região do Tatuapé, por exemplo, sai por R$ 260 mil e já é ofertado para locação a R$ 1.800 por mês. É uma referência de mercado, não uma promessa de rentabilidade, porque o retorno real depende de vacância, reajustes, condomínio, IPTU e manutenção. Ainda assim, ajuda a entender por que o compacto voltou ao centro das atenções.

Este conteúdo tem caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Rentabilidade passada não garante resultado futuro.

Se você quer aproveitar esse momento para investir em renda, separamos três imóveis compactos da nossa carteira que resumem bem a lógica dos números acima:

Quer ajuda para simular o financiamento ou entender qual desses imóveis faz mais sentido para o seu objetivo? Fale com o time da Viggio Imóveis: a gente conhece cada rua desses bairros e ajuda você a decidir com base em dados reais, não em achismo.

Ficou com alguma dúvida?

Fale com a nossa equipe e receba um atendimento personalizado.

Leia também