Studio ou apartamento de 2 dormitórios: qual rende mais para investir?

Studio ou apartamento de 2 dormitórios para investir? Comparamos ticket de entrada, preço do m², aluguel e vacância com imóveis reais da nossa carteira no Tatuapé, Anália Franco e Mooca.

9 de setembro de 2026 · 5 min de leitura
Studio ou apartamento de 2 dormitórios: qual rende mais para investir?

É a dúvida que quase todo investidor traz para a mesa: começar por um studio compacto ou por um apartamento de 2 dormitórios? As duas escolhas fazem sentido no leste de São Paulo, mas atendem a objetivos diferentes. Uma renta mais em termos percentuais e exige menos capital para entrar; a outra costuma valorizar de forma mais estável e sofre menos com a troca de inquilino. Reunimos aqui os números reais da nossa carteira em bairros como Tatuapé, Anália Franco, Mooca e Vila Formosa para ajudar você a decidir com base em dados, e não em achismo.

O ticket de entrada: quanto você precisa desembolsar

O primeiro filtro é o capital disponível. Entre os imóveis à venda na nossa base, os studios são a porta de entrada mais acessível: começam em torno de R$ 210 mil na Vila Formosa e R$ 259 mil no Tatuapé, e a maior parte fica entre R$ 400 mil e R$ 650 mil quando já vem com vaga de garagem. Isso permite ao investidor entrar no mercado com menos capital próprio ou financiar um valor menor.

Os apartamentos de 2 dormitórios pedem um cheque um pouco maior. Na região, começam por volta de R$ 410 mil a R$ 440 mil (caso do Mirante Tatuapé, com 65 m² e 2 banheiros por R$ 440 mil) e sobem com folga conforme metragem, número de vagas e padrão do prédio. Em compensação, entregam mais área útil pelo mesmo dinheiro.

Preço do m²: o compacto custa mais caro

Aqui está uma inversão que surpreende quem está começando. O studio, apesar do preço final baixo, costuma custar bem mais por metro quadrado. Um studio de 40 m² no Anália Franco (empreendimento Astoria) sai a cerca de R$ 12,2 mil o m², e há compactos com vaga no Tatuapé passando de R$ 20 mil o m². Já um 2 dormitórios como o Mirante Tatuapé fica em torno de R$ 6,8 mil o m², e mesmo um 2 dormitórios mais completo no Anália Franco gira perto de R$ 11 mil o m².

A leitura é simples: quem compra studio paga um prêmio por metro quadrado, porque o mercado precifica a facilidade de locação e a liquidez do formato. Quem compra 2 dormitórios leva mais área pelo mesmo valor de m².

Aluguel e rentabilidade: onde o studio brilha

O aluguel proporcional de um compacto costuma ser mais alto em relação ao preço de compra. Como o ticket é menor e a demanda por unidades pequenas perto de metrô, faculdades e polos de trabalho é constante, o studio tende a entregar uma rentabilidade percentual (o chamado yield) superior à do 2 dormitórios. Isso ganha peso no cenário atual: com a Selic em 14% ao ano, segundo o Banco Central, o investidor compara cada aplicação com o retorno da renda fixa, e o percentual de retorno do aluguel faz diferença na decisão.

O 2 dormitórios raramente vence no percentual, mas ganha em previsibilidade. O valor absoluto do aluguel é maior e o contrato costuma ser mais longo, o que suaviza os períodos sem inquilino ao longo dos anos. Vale o lembrete: rentabilidade passada não é garantia de retorno futuro, e nada aqui é recomendação de investimento. O objetivo é mostrar como a conta se estrutura.

Vacância e perfil do inquilino

Este é o ponto que costuma decidir o jogo na prática. O studio atrai um público mais rotativo: solteiros, estudantes, profissionais em início de carreira e locação de curta duração. A troca de inquilino é mais frequente, o que significa mais períodos de vacância, mais custos de reforma leve e mais trabalho de recolocação.

O 2 dormitórios fala com casais, pequenas famílias e quem procura um lar por mais tempo. O inquilino tende a ficar mais anos, a vacância média cai e a gestão fica mais tranquila. Se você não quer administrar entradas e saídas com frequência, o 2 dormitórios pesa a favor.

Valorização e liquidez na hora de vender

Os compactos foram os que mais valorizaram nos últimos ciclos e têm liquidez alta: são fáceis de alugar e de revender, justamente por caberem no orçamento de mais gente. O 2 dormitórios valoriza de forma mais constante e encontra um público comprador amplo, que inclui tanto famílias quanto outros investidores. Em bairros consolidados como Tatuapé, Anália Franco e Mooca, os dois formatos contam com boa saída, o que reduz o risco de ficar preso a um imóvel parado.

Como decidir na prática

Se o seu foco é a maior rentabilidade percentual, você tem menos capital para começar e não se incomoda com uma gestão mais ativa, o studio é o caminho natural. Prefira sempre unidades com vaga, boa localização e metragem a partir de 30 m², que alugam mais rápido e sofrem menos revés na revenda.

Se o seu objetivo é estabilidade, inquilino de longo prazo, menos vacância e valorização mais previsível, o 2 dormitórios com 2 banheiros e vaga é a escolha mais confortável. Muitos investidores experientes montam a carteira com os dois: um compacto pela renda e um 2 dormitórios pela solidez.

Opções reais da nossa carteira para investir

Selecionamos quatro imóveis que ilustram bem os dois caminhos. Entre os compactos, o studio do Astoria, no Anália Franco, tem 40 m² e vaga por R$ 488 mil, ótimo para locação; e o Almagah 227, no Tatuapé, oferece 31 m² com vaga por R$ 630 mil, em prédio moderno e bem posicionado. Entre os 2 dormitórios, o Mirante Tatuapé entrega 65 m², 2 banheiros e vaga por R$ 440 mil, um dos melhores preços por m² da região; e o Anália Tower, no Anália Franco, tem 53 m², 2 banheiros e vaga por R$ 590 mil, com condomínio enxuto que ajuda na conta do investidor.

Quer ajuda para rodar a conta de rentabilidade de cada um desses imóveis, considerando aluguel estimado, condomínio, IPTU e custos de aquisição? Fale com o nosso time. A gente compara as opções com você e monta a estratégia que faz sentido para o seu perfil e o seu capital.

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